19 julho 2019

Livro vs. Filme - A cinco passos de você

|| ||
Five feet apart
Eu li esse livro já tem tempo, mas queria ver o filme pra fazer um post tipo o de Tudo e todas as coisas, mas eu fui enrolando pra ver o filme, mas finalmente assisti e vim fazer esse post que vai ser complicado, já que são uma e tanto da madrugada, eu acabei de ver o filme nesse instante e ainda estou com a vista embaçada de tanto chorar. Como eu sou trouxa e gosto de sofrer, pra melhorar ainda estou ouvindo a trilha sonora do filme, que é linda de mais. Enfim, vamos pra mais uma resenha não resenha.

A história

Stella e Will são pacientes de fibrose cística, uma doença que afeta a capacidade pulmonar da pessoa, já que os pulmões vão se enchendo de muco em excesso que eles produzem e não conseguem liberar. Acontece que os pacientes com essa doença não podem se tocar. Eles podem ter contato físico com quem não tem a doença, mas entre eles, devem manter sempre seis passos de distância.
"Pela primeira vez, sinto de verdade o peso de cada centímetro, de cada um dos milímetros desses dois metros de distância que há entre nós."
Quando se conhecem no hospital, nosso casal inicialmente não se encaixa (como deve ser pra ficar bom no final). Will é um rebelde que desistiu de seu tratamento após pegar B. Cepacia, uma bactéria que é quase uma sentença de morte pra quem tem fibrose cística. Stella, que tem uma necessidade meio neurótica de manter tudo em controle (eu sou a Stella da vida) acaba convencendo Will a fazer o tratamento direito, até mesmo usando o aplicativo que ela criou pra pacientes com doenças crônicas, e eles passam a fazer o tratamento juntos, mesmo separados, por chamada de vídeo. Acabam se apaixonando, obviamente, mas eles não podem e nunca poderão se tocar.
"Quando se tem FC, nunca se sabe quanto tempo de vida ainda resta. Mas, sinceramente, também não sabemos quanto tempo de vida ainda resta para as pessoas que amamos."
Quando Will se afasta para proteger Stella, ela resolve que não vai deixar a fibrose cística roubar mais nada dela, mas sim que ela vai roubar algo de volta: um passo inteiro. Então ela propõe a Will que eles vivam esse relacionamento a cinco passos de distância (dai o título que tem tudo a ver com esse romance lindo).
"[...]nossos olhos grudados um no outro enquanto nos esforçamos para respirar. E pela primeira vez na vida, não tem nada a ver com fibrose cística."

O livro

 Stella Grant gosta de estar no controle. Ela parece ser uma adolescente típica, mas em sua rotina há listas de tarefas e inúmeros remédios que ela deve tomar para controlar a fibrose cística, uma doença crônica que impede que seus pulmões funcionem como deveriam. Suas prioridades são manter seus pais felizes e conseguir um transplante – e uma coisa não existe sem a outra. Mas para ganhar pulmões novos, Stella precisa seguir seu tratamento à risca e eliminar qualquer chance de infecção, o que significa que ela não pode ficar a menos que dois metros de distância – ou seis passos – de outros pacientes com a doença.
O primeiro item é fácil para ela, mas o segundo pode se provar mais difícil do que ela esperava. O único controle que Will Newman deseja é o de sua própria vida. Ele não dá a mínima para o novo tratamento experimental para o qual foi selecionado e não aguenta mais a pressão de sua mãe para que melhore.
Prestes a completar dezoito anos, ele mal pode esperar para finalmente se livrar das máquinas e hospitais, usando o pouco de vida que ainda lhe resta para conhecer o mundo. Stella e Will são muito diferentes.
Ao mesmo tempo, a doença que os une não é a única coisa que têm em comum. Eles têm que ficar a seis passos um do outro, mas, conforme a conexão entre os dois aumenta, a vontade de burlar a distância física parece insuportável. Um grande amor vale um passo roubado?

Acho que é perceptível que se trata de um Sick-lit, né? E eu já falei aqui que curto bastante esse gênero. Acho muito importante as reflexões que eles trazem e como nos mostram que temos muito a ser gratos diariamente.
Leia mais sobre Sick-lits
O livro intercala os capítulo, sendo um narrado pela Stella e outro pelo Will.
Descobrimos que Stella sempre fez seu tratamento no mesmo hospital, onde, ainda criança, ficou amiga de Poe, outro paciente de FC. Barb, sua enfermeira, acaba se tornando sua amiga e ela ganha algumas regalias, como pudim de chocolate e o direito a ir a UTI neonatal. Descobrimos que sua irmã mais velha morreu em um acidente e seus pais se separaram um tempo depois. Conhecemos suas amigas da escola e vemos o quanto elas a amam. Ela também mantém um canal no YouTube onde relata seu tratamento, tem vídeos curtos com a família e ela divide suas dicas para quem também tem fibrose cística.
"Não quero que ele morra. Esse pensamento escala até o topo da montanha da frustração e crava sua bandeira lá, grande e perturbadora, e tão surpreendente que nem sequer a entendo."
Por Will, conhecemos seus amigos e sua mãe leoa, que vem buscando tratamentos alternativos pro filho desde sempre. Eles dispõe de recursos para isso, o que facilita muito, mas o fato do Will não querer seguir o tratamento faz com que dinheiro nenhum faça milagre. Vemos o quanto ele gosta de desenhar e sua mudança de garoto rebelde para alguém que volta a ter esperanças reais de um vida de verdade.
"Passei a vida inteira morrendo. Comemorando todos os meus aniversários como se fossem os últimos."
A narrativa do livro é maravilhosa, tem uma pegada bem atual, com o canal de YouTube da Stella, o fato deles sempre conversarem por chamadas de vídeo e coisas assim. A forma como tudo é contado é muito gostoso de ler. É triste, deprimente, mas é lindo, é tão intenso. Tem muito de desenho no livro. Abby, a irmã da Stella, desenhava pra ela e Will também está sempre desenhando. Achei esse detalhe muito legal.

Ficha Técnica do livro

Título: A cinco passos de você
Título original: Five feet apart
Autores: Rachael Lippincott, Mikki Daughtry, Tobias Iaconis
Editora Globo Alt
288 páginas
Ano 2019
Nota:5 ♥ 
Nota no Skoob: 4.5






O filme

Aos dezesseis anos de idade, Stella Grant (Haley Lu Richardson) é diferente da maior parte dos adolescentes: devido a uma fibrose cística, ela passa muito tempo no hospital, entre tratamentos e acompanhamento médico. Um dia, conhece Will Newman (Cole Sprouse), garoto que sofre da mesma doença que ela. A atração é imediata, porém os dois são obrigados a manter distância um do outro por questões de saúde. Enquanto Stella pensa em quebrar as regras e se aproximar do garoto da sua vida, Will começa a se rebelar contra o sistema e recusar o rigoroso tratamento. 
Que adaptação boa, meu povo. Senti falta de algumas coisas, porém como vocês já sabem, eu, assim como Stella, sou detalhista e controladora, então já era de se esperar que eu encontrasse algo pra reclamar sobre.
"Meu aplicativo é tão simples que até homens conseguem usar."
O que mais me chamou atenção que mudou do livro pro filme foi o final. Não o final final, mas, no livro, além do final tem um epílogo e eu queria muito ele no filme. As outras mudanças foram mínimas, tanto que eu não consigo lembrar de nenhuma outra que me incomodou. Eu gostaria de ter visto o Will dizer que já veio pro Brasil? Gostaria, mas to okay com essa alteração.
O cenário é basicamente o hospital, que foi bem como eu imaginei que seria mesmo. As personagens são cativantes (todos eles) e a relação que eles desenvolvem como grupo e individualmente é muito legal de ver. Eles são pacientes, mas também são somente adolescentes.
"Se eu vou morrer, gostaria de pelo menos viver primeiro."
Os atores ficaram perfeitos em seus papeis. Eu sei que alguém ai assistiu só pelo Cole Sprouse e eu não te julgo. Ele é muito meu mozão. Não lembro de ter visto Haley Lu Richardson em nenhum outro papel, mas pode ser que ela somente tenha passado despercebida pra mim, mas a guria é muito boa. Você consegue dizer pelas expressões faciais dela como ela está, tem intensidade sem ser forçado. Amei a atuação dela. Eles tiveram muita química e devem ter feito muita pesquisa sobre a doença que representavam ter. Eu amei.
"Não tenho medo de estar morta. Mas da parte de morrer."
A troca de olhares entre os atores durante as cenas é algo tão intenso e bonito de se ver que você realmente compra o que estão te vendendo. Muita química entre eles. Devem ter passado muito tempo juntos fora de cena, não somente o casal protagonista, mas todo o elenco.
"[...]me pergunto como seria ter alguém que me olhasse desse jeito. As pessoas sempre ficam olhando para minha cânula no nariz, minhas cicatrizes, minha sonda, não para mim."
A trilha sonora é incrível. Cheia de músicas românticas e fofinhas. Estou ouvindo na maior felicidade.

Ficha Técnica do Filme

Lançamento: 21 de março de 2019
Duração: 1h57min
Direção:  Justin Baldoni









Conclusões finais: Tanto livro quanto filme foram incríveis. Chorei horrores com os dois, me conectei em ambas experiências. Eles funcionam bem em conjunto, mas também funcionam separados. Acho que não tem problemas você ver o filme sem ter lido o livro, mas recomendo que leia. Ele é rápido de ler, tem uma escrita linda e é maravilhoso.

P.S.: Até o presente momento, ele não está disponível na Netflix

Hoje eu estava reclamando com a vida por ter amigdalite e ter que tomar antibióticos várias vezes no ano. Ai a gente assiste um filme com pessoas que se amam e nunca poderão se tocar, e vivem no hospital, e estão sempre com alguma infecção... Eu não posso falar por vocês, mas eu sei que, na maior parte do tempo, eu reclamo de coisas que eu invento pra reclamar. Eu pratico a gratidão, mas se vocês repararem, vão ver que é muito mais fácil encontrar motivos para reclamar do que para agradecer. Já estou fugindo do tema do post, então vou ficar por aqui.
Me conta se já conferiu essa história e em qual formato. Bora bater um papo bem legal aqui nos comentários. Um beijo grande e até a próxima.

10 comentários:

  1. Fui correndo procurar o filme na netflix, só não achei. Mas isso não vai me impedir de assistir e também de ler o livro. Gostei demais da resenha
    Beijos ♡

    Me acompanhe também: Blog | Instagram | Youtube

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Ana
      Infelizmente ele não tá na dona Netflix, mas você acha pra alugar no Youtube e alguns serviços da TV paga. Vale a pena.
      Beijos

      Excluir
  2. Oi Lary, td bem?
    Eu ainda não li nem assisti, mas provavelmente verei o filme primeiro. Adoro sick lit e tbm o Cole Sprouse, hahahah
    Adorei saber sua opinião!
    Bjs
    A Colecionadora de Histórias - Blog

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Carol
      Sempre que posso, busco ler o livro primeiro, já que prefiro ser surpreendida ao ler.
      Beijos

      Excluir
  3. afff fiquei morrendo de vontade de conhecer a história mais.
    Acho que vou ver o filme nesse instante haha

    https://naoseavexe.blogspot.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corre ver e depois corre aqui me contar o que achou e se esvaiu em lágrimas como eu.

      Excluir
  4. Ainda não li ou assisti o filme, mas como amo um sick-lit, já quero muito ver o filme. Pela sua resenha, sei que vou chorar litros.
    Bjus!

    galerafashion.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É de chorar horrores mesmo. Se tornou uma das minhas obras favoritas da vida.
      Beijos

      Excluir
  5. Oi, Lary! Tudo bom? ^-^
    Apesar de achar a capa do livro LINDA, confesso que o filme me chamou mais a atenção que o livro - embora eu ainda não tenha criado coragem nem pra ler ou assistir essa história XD . Assisti ao trailer e fiquei super curiosa, mas eu tenho sérios problemas com sick lits ]: realmente sou mais adepta às comédias românticas. Ainda assim, vou deixar o filme na minha listinha pra quando a tpm bater e eu estiver querendo lavar a alma com lágrimas u_u kkkkk

    Um super beijo e uma ótima semana! :* <3
    www.inconstantecontroversia.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Rafa
      Eu sou mais do drama do que da comédia. Adoro um filme que me faça chorar hehe.
      Beijo

      Excluir

Quer conversar comigo? Me mande um e-mail: vidasempretoebrancocontato@gmail.com
♥ Chegou até aqui, não custa comentar ;)
♥ Se deixar o seu link clicável, eu vou retribuir seu comentário, pode ter certeza, da mesma forma que não deixar o link pode resultar em falta de retribuição;
♥ Se o seu comentário for: Adorei seu blog. Retribui? A resposta é NÃO;
♥ Não faça spam. Apagarei com certeza.
♥ Se tiver alguma dica, crítica ou o que for, pode deixá-la aqui, mas faça com jeitinho, sou sensível.
♥ Para saber o que respondi, ative a caixa de notificações de próximos comentários.
Cada comentário me deixa muito feliz.
Beijos de brigadeiro

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
© Vidas em Preto e Branco - 2015. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo do blog.
Criado por: Marcy Moraes.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo