08 maio 2019

Resenha #165 - Eleanor e Park

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Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Meu primeiro contato com a escrita de Rainbow Rowell. Eleanor e Park é mais que um romance adolescente, isso com toda certeza. Sempre tinha lido coisas ótimas sobre o título, mas o receio continuava existindo, até que resolvi que era hora de dar uma chance.

A história

Eleonor vai morar com sua mãe, seu padastro insuportável e uma quantidade absurda de irmãos. No ônibus pra sua nova escola, ela conhece Park. Eles não fazem contato algum no início. Não se falam, nem se olham. Até que Park percebe Eleonor lendo seus quadrinhos com ele.
Tudo começa inocentemente, com o empréstimos das revistinhas pra que Eleonor pudesse lê-las, e isso se torna uma amizade e da amizade nasce o amor.
"Só o que faço quando estamos separados é pensar em você, e só o que faço quando estamos juntos é entrar em pânico."
Desde o seu primeiro dia na escola, Eleonor foi excluída e ridicularizada, então todos os momentos que ela passa com o Park são escondidos, já que nenhum dos dois querem ser vistos juntos, ele um pouco mais que ela. Park não é popular, mas é popular o bastante pra ser deixado em paz.
Em sua casa, Eleonor não tem privacidade alguma e vontade alguma de permanecer ali, principalmente quando Ritch, seu padastro, está por perto. Eu, no lugar dela, também não gostaria. O cara é um grosso bêbado que trata todos da casa mal, inclusive sua mãe, que sofre as agressões físicas do covarde.
O casal começa a passar bastante tempo juntos na casa de Park e é ai que vai ficando tudo mais fofo, bem adolescente, e me fez ficar suspirando e relembrando da minha adolescência.
"Como era possível que houvesse tantas terminações nervosas num só luga? E ficavam sempre ali ou simplesmente se ativavam quando tinham vontade? Porque, se sempre estiveram ali, como ela conseguia girar uma maçaneta sem desmaiar?"
A história se passa antes de termos toda a tecnologia que temos hoje, então eles escutam música em um discman, pra se falarem precisam ligar um pro outro. Bem diferente da nossa realidade atual. E é legal ver um relacionamento assim, já que tudo hoje é muito instantâneo, muito rápido.

As personagens

Eleonor é uma garota muito ruiva e diferente. A maioria de suas roupas são masculinas e ela tem um estilo bem único.
"Os olhos da aluna nova eram mais escuros que o da mãe dele, muito escuros, eram quase como buracos no rosto. Pensar assim parecia maldade, mas não era. Talvez fosse a melhor coisa nela."
Park é um garoto mestiço, seu pai americano e a mãe coreana. Ele tem os cabelos muito pretos, gosta de rock e quadrinhos.
"Segurar a mão de Eleonor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, e completamente vivo."

Minha opinião

Eu amei a história. E vou começar dizendo isso porque suspense não é pra mim. Os personagens são uns queridos. Na escola, existem alguns chatos que pegam no pé deles, principalmente umas meninas que atormentam de mais a Eleanor, mas quando eles estão juntos, a gente nem lembra desses encostos.
O que mais me incomodou na história foi o fato da Eleanor não poder contar nem mesmo com a proteção da mãe dela. Ela fica tão desestruturada por conta de cuidar de tantos filhos e ainda ter que aturar o Ritch que ela acaba negligenciando sua filha mais velha. E o que me levou a odiar tanto esse relacionamento é porque acontece muito mais do que gostaríamos.
A escrita da Rainbow é muito gostosa, te envolve na história. Eu visualizei cada cena, como se estivesse assistindo um filme. As personagens foram bem construídas. Até quem achamos ser vilão menos o padastro dela, esse só é ruim mesmo, tem camadas. Eles não são puramente maldade.
O final desse livros me pegou um pouco. Eu sou uma romântica incurável, então fazer eles passarem por tudo o que passaram pro final ser assim... Doí um pouco.

Outras quotes

"_Porque não importa pra mim, Park. Se você gostar de mim, eu juro por Deus, nada mais importa.
Ele se encostou na cabeceira e puxou-a para seu peito.
_Eleonor, quantas vezes tenho que te dizer que não gosto de você?"
"Eleanor tinha razão. Não tinha boa aparência. Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa."
"Ela sorriu. Park soltou as mãos de Eleanor e segurou seu rosto. As bochechas de Eleonor estavam frias, e seus olhos se perdiam na escuridão. Ela era tudo o que ele conseguia ver."
"Ela também era coberta de pele. E a pele dela era, aparentemente, coberta de terminações nervosas superpoderosas que não haviam feito coisa alguma durante a sua vida toda, mas ganharam vida feito gelo e fofo e picadas de abelha assim que Park a tocou. Onde quer que ele a tivesse tocado."
"Tinha certeza de que lhe agradeceria por salvar-lhe a vida. Não somente no dia anterior, mas, tipo, praticamente todos os dias desde que se conheceram."

Ficha Técnica...

Título e título original: Eleanor e Park
Autora: Rainbow Rowell
Novo Século Editora
328 páginas
Ano 2014
Nota: 5
Nota no Skoob: 4.2




Concluindo: Um ótimo primeiro contato com a autora. Eleanor e Park é fofo, é triste, é tudo o que eu busco em uma leitura.

Tem uma pasta com imagens relacionadas no Pinterest, caso queiram conferir. Me contem se já leram o livro e o que acharam dele. Já quero ler mais da autora. Um beijo e até a próxima.



8 comentários:

  1. Oie, tudo bem?
    Esse livro é uma doçura só, tem um romance construído aos poucos, bem do jeitinho que a gente se apaixona na adolescência. Nostálgico! ♥
    Porém, é também muito triste e até pesado. Senti pena da Eleanor do início ao fim. E confesso que senti pena do Park quando ela para de responder ele, depois de se mudar.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    Respostas
    1. Oi Pri
      Também fiquei com pena do Park quando ela não responde ele... Mas não vou julgar ela. Me lembr quando era adolescente e tudo era confuso...
      Beijos

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  2. Amei a resenha, ouvi falar do livro nas não conhecia a fundo parece ser bem fofo. Gostei das suas impressões e dos quotes.
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa

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  3. Olá,

    Aii faz um tempão que quero ler esse livro e ainda não li, agora fiquei ainda mais derretida com a história e ansiosa pra ler.

    Beijos

    http://www.abobrinhacomchocolate.com.br/

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    Respostas
    1. Leia sim
      É tão gostoso, tão fofo, tão triste...
      Beijos

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  4. Também amei esse livro e porque escolhi para ser meu primeiro contato com os livros dela.
    Depois lí Anexos, que foi legal porém.... meio entediante.
    Definitivamente o Ligações foi o mais idiota. Sério, achei insuportável.

    Não sei se pretende ler os outros então tô te ajudando a escolher kkkk

    Beijão.
    A Bela, não a Fera | A Bela, não a Fera no Youtube

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    Respostas
    1. Olá
      Na verdade pretendo ler mais dela sim. Dicas anotadas hehe.
      Beijos

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