10 novembro 2015

Entrevistando o autor - Marja

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Realizei uma entrevista bem bacana com a Marja. A Marja é uma escritora de mão cheia. Está sempre publicando livros maravilhosos. Venham conhecer mais sobre ela.

1- Primeiramente gostaria de agradecer por ter se disponibilizado para responder a essas perguntas. Minha primeira pergunta deve ser a mais clichê de todas. De onde vem inspiração para escrever seus livros? Em especial o Maze – Sem saída?

♥Minha inspiração surge de todos os lugares, qualquer coisa pode despertar uma boa ideia. Depois, é questão de empenho e dedicação para tornar uma boa ideia em um bom livro. Quanto a Maze-Sem Saída, a inspiração surgiu da necessidade de mudança. Algo rebelde. Quando comecei Maze, estava vindo de um período de livros históricos longos. Estava há muito tempo escrevendo a temática histórica, e senti a necessidade de reciclar, modernizar, criar algo completamente diferente. E foi quando nasceu o livro Maze-Sem Saída.



2- Maze é um livro policial hot. Tem suspense, tem romance e acredito que esteja tudo na medida certa. Como você consegue encaixar tantos elementos sem deixar o livro confuso? 

♥Eu sempre crio primeiro a ideia. Depois o roteiro. É na hora da criação do roteiro que defino os elementos. Em Maze foi muito fácil, pois os personagens vieram prontos na minha mente, eles praticamente escolheram como viveriam sua história de amor. 


3- Essa é sua primeira obra física publicada. Todos seus outros livros estão apenas em formato digital. Há planos de lançar mais livros físicos?

♥Sim, a vontade de publicar físico ainda existe. Estou sempre na busca por uma forma que atenda as minhas necessidades e me dê liberdade. Quem sabe em breve não lanço uma linha toda física? Tudo é possível!


4- Qual a principal dificuldade encontrada por um autor independente no cenário literário atual?

♥A divulgação. Sempre a divulgação. Não contamos com a fama instantânea que um rótulo de editora trás. Ou seja, precisamos ralar muito para que nossos leitores nos vejam. Acho que é a única dificuldade em comparação com outros estilos de publicação, porque o resto o autor independente sempre se vira. ;)

5-Vários autores começam com livros de contos/crônicas. Você também começou por ai? Como foi o processo de transição de textos curtos para romances?

♥Não! Eu comecei direto com romances longos. Aliás, extremamente longos. Hoje em dia eu faço contos de vez em quando, quando preciso desocupar a mente de algum livro longo. Amo escrever contos, mas não comecei com eles. Eles são um complemento na minha escrita, mas não sou uma boa escritora de contos. Me falta talento para ser contista ou cronista. 



6- Como você é enquanto escritora? Tem um tempo dedicado somente a escrita? A história vai surgindo ou você precisa trabalhar muito em cima dela?

♥A ideia chega toda de uma vez, geralmente uma ideia chega completa, pronta, já sei tudo que vai acontecer no livro. Mas, uma vez nascida uma ideia, preciso desenvolver e ordenar em um roteiro. É quando o trabalho realmente começa. Desenvolvo o roteiro, desenvolvo e aprofundo cada personagem, cenário e detalhes que componham a trama. É quando começo a desenvolver e o livro finalmente fica pronto. 


7-O romance que ocorre em Maze é um tanto quanto diferente. Como foi escrevê-lo? 

♥Foi intenso. Eu pensei em como reagiria se fosse a Helena. E foi aí que o livro tomou vida. Tentei fugir o máximo possível do convencional em um romance. Era essa a ideia desde o começo.


8- O processo de se tornar escritora para você foi algo natural ou era um desejo que teve que ser muito trabalhado?

♥Escritor nasce escritor. Sempre escrevi, desde muito pequena. O que precisou ser lapidado foi o processo de deixar de ser escritora para ser uma autora. Aí sim, foi mais complicado.


9- Você tem vários livros em formato digital a venda pela Amazon. Quase todos são romances ou hot. Qual gênero é mais fácil pra você escrever? Qual você ainda não escreveu, porém pretende tentar?

♥Eu amo romances. O meu gênero favorito é romance histórico. Sim, são os meus livros mais longos e os meus preferidos. Mas escrevo de tudo. Tenho muita coisa ainda não publicada, outros gêneros, mas que em breve, todos conhecerão! 


10- Você assina seus livros com um pseudônimo. Porque essa escolha? Porque não assinar seu verdadeiro nome?

♥Uso um pseudônimo porque não me sinto confortável em público. Tive muitos problemas com a questão privacidade no passado e hoje em dia tenho um pouco de pânico de me expor. Mas estou tentando trabalhar essa questão. Quem sabe, num futuro muito próximo, eu não me apresente para todo mundo? É uma possibilidade que venho amadurecendo dentro de mim.


Ping-Pong


Um nome? Helena.
Um filme? Orgulho e Preconceito (filme, série, tudo
Uma música? Algo Más (La Quinta Estácion)
Um livro? O Acordo Perfeito (sim, o meu livro, porque ele mudou e ainda estão mudando a minha vida)
Um lugar? Minha casa.
Um país? Brasil!

Uma comida? Qualquer coisa que cozinhe em menos de vinte minutos. Kkkkk
Um doce? Chocolate. 
Um ator? De verdade, nenhum. Não sou muito fã de ninguém atualmente.
Uma cor? Todos os tons de lilás.
Marja por Marja é uma pessoa estranha, com pensamentos loucos, incapaz de viver uma única história e ser feliz assim. Estou sempre em ebulição. O que nem sempre é algo bom.

Espero que tenham gostado da entrevista com a Marja. Ela e uma escritora muito eclética e que tem vários títulos no currículo. Caso queira conhecer sua obra Maze - Sem saída, leia minha resenha clicando aqui. Espero que gostem. Um grande beijo e até a próxima.

6 comentários:

  1. Ela gosta de Jane Austen, eu amo! Realmente a parte mais difícil para um escritor é a divulgação. Eu estou com dois projetos na gaveta, que vez ou outra pego para adiantar, e sei que vou enfrentar horrores na hora de distribuir de forma independente. As publicações digitais facilitam demais a vida do escritor e embora seja um meio concorrido (Kindle, por exemplo) é a chance mais justa que temos no momento ao meu ver!
    Bjs!

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    1. Por isso sempre estou trazendo autores novos pra cá. Acho que a divulgação feita pelos blogueiros ajuda muito. É uma pena que muitos ainda não deem tanto valor pra literatura nacional.

      Beijos

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  2. "Escritor nasce escritor" quase uma verdade absoluta. É muito difícil ordenar roteiros, ideias e tudo mais. Admiro esses profissionais que tem a capacidade de nos encantar.

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    1. Acredito que todos somos escritores, alguns só não tem coragem de contar sua história.

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  3. Que legal você ter conseguido uma entrevista com ela também tenho uma entrevista com a autora Cecília Mouta que fez os livros O Colecionador de Borboletas e È inverno, é muito legal quando nossos autores preferidos se disponibilizam seu tempo

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    1. Eu adoro entrevistar autores. Saber o processo criativo, de onde tiram as ideias, o processo de publicação. Tudo isso me encanta.

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