08 fevereiro 2014

Resenha #28 - Comprometida

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Ficha técnica...

Título: Comprometida - Uma história de amor
Título original: Committed - a skeptic makes peace with marriage
Autora: Elizabeth Gilbert
Editora Objetiva
240 páginas
Nota:**** (4/5)

Opinião da Lary...


Esse livro foi uma leitura bastante diferente pra mim e, consequentemente, a resenha dele será diferenciada também. Como eu já tinha lido "Comer rezar amar" já tinha uma ideia da forma como a Liz escrevia mas esse livro me surpreendeu até mesmo nesse quesito. O livro é um estudo sobre o casamento, sobre o que ele já representou e o que representa hoje em dia. Vou fazer a análise desse livro capítulo por capítulo com vocês. Espero que gostem da forma como vou resenhar.
Casamento e surpresas
            O casamento é uma amizade reconhecida pela polícia - Robert Louis Stevenson
Neste primeiro capítulo, Liz nos apresenta sua nova realidade: seu namorado brasileiro foi parado pela imigração em um aeroporto nos EUA e eles precisarão se casar caso Felipe queira entrar nos EUA novamente.


Casamento e expectativas
O homem pode ser feliz com qualquer mulher desde que não a ame - Oscar Wilde
Agora, Liz nos leva com ele para uma comunidade hmong para nos mostrar as diferenças das expectativas dessas mulheres para com seus maridos das que nos, ocidentais, temos. Para resumir tudo, as mulheres hmongs não possuem expectativas nenhuma sobre seus maridos. Eles apenas tem de trabalhar e sustentar a família, nada além disso. Eles não tem a obrigação de ser a fonte de felicidade dessas mulheres e elas não querem que eles sejam essa fonte. Elas conseguem isso de suas irmãs, mães, tias e todo o tipo de parenta que possa estar próxima.
"Mas isso não basta mais. Agora queremos ser inspiradas pelos cônjuges! Diariamente! Vai estar à altura, querido?"
Casamento e história
O primeiro laço da sociedade é o casamento - Cícero
Conhecido também como o capítulo que me irritou profundamente. Eu odiei a história do casamento e, durante a leitura desse capítulo, me irritei tanto com ele que quase desisti dele. O casamento nunca foi favorável para a mulher, que era tratada como um simples objeto sem sentimento e sem humanidade suficiente para ter voz no mundo. E outra: eu sempre acreditei que a Igreja era favorável ao casamento, tratando ele como um sacramento. Mas não! A Igreja queria proibir as pessoas de se casarem, queriam que todos adotassem o celibatário e jamais formassem laços íntimos com uma só pessoa. Todos queriam proibir o casamento! Que absurdo! Mas depois, queriam forçar todos a se casarem, para defender terras e heranças das famílias ricas, na era medieval. Nos dias de hoje, casamos apenas quando queremos mas nem sempre foi assim.
"Às vezes a vida é dura demais para ficar sozinho, e às vezes a vida é boa demais para ficar sozinho."

 Casamento e paixão
           Ter com o amor (um pouco)/Mais de cautela/Do que com tudo - e. e. cummings
O capítulo que revigorou meu amor pelo casamento. Também fala sobre história mas a parte bonitinha da história, quando as pessoas começaram a se casar por amor e não para defender heranças (P.S.: antes que eu me esqueça, era proibido duas pessoas de "raças" diferentes se casarem! Absurdo). Mas acontece também que quando as pessoas começaram a se casar por amor, elas começaram a deixar de amar e a se divorciar. triste mas real. As pessoas queriam alguém que as completasse e nem sempre isso é possível, até porque já fomos criados completos. Mas é lindo ler como as pessoas realmente buscam por um amor. Elas querem se sentir especial para alguém, querem ser aquela pessoa especial esperando o outro chegar em casa... Muito fofo isso de nossa parte, já que parece que temos cada vez menos tempo para isso.
"Ambos sabíamos: eu tinha os meus sofrimentos, não os dela; ela tinha os dela, não os meus."
Casamento e autonomia
O casamento é uma coisa linda. Mas também é uma batalha constante pela supremacia moral - Marge Simpson

É hora de definir o papel do homem e da mulher no casamento. a mulher sempre buscou sua independência no matrimônio mas somente depois de muito tempo elas conseguiram. A mulher pode trabalhar e ter uma família e isso já foi um enorme avanço. Mas Liz nos mostra também que criamos muitas restrições em um relacionamento. É assim que somos...
"[...]Mas não se engane: declarei que esse homem é inteiramente meu e, portanto, o afastei do resto do rebanho. A sua energia (sexual, emocional, criativa) pertence em boa parte a mim, e a mais ninguém; não é mais nem inteiramente dele."

Casamento e subversão
De todas as ações de um homem, o casamento é o que menos diz respeito aos outros; mas, de todas as ações da nossa vida, é nele que os outros mais se metem. - John Selden
Aqui Liz nos explica porque o casamento tem de ser algo realizado para tantas pessoas, porque tem de ser algo público e não privado. Gosto bastante dos livros de memórias dela em especial por ela ser agora casada com um brasileiro e podemos ler frases como: "_Ninguém sabe! Isso é que é maravilhoso em ser brasileiro. Não significa nada! Por isso, dá para usar a brasilidade como desculpa para viver a vida como a gente quer. Na verdade, é uma estratégia brilhante. Ela me levou longe."

Casamento e cerimônia
Nada de novo por aqui, exceto que me casei, o que para mim é razão de profundo espanto. - Abraham Lincoln, numa carta de 1842 a Samuel Marshall
No último capítulo, Liz relata como foi sua cerimônia de casamento com Felipe, cerimônia que ambos tinham jurado não realizar.

Para finalizar essa estranha resenha, queria deixar claro que o casamento me reconquistou e de uma forma bastante forte, agora que sei melhor como ele é tratado em outras culturas e por tudo que ele já passou. Se alguém conhecer mais algum livro de Elizabeth Gilbert lançado no Brasil, ficarei muito feliz em ler ele também. Me perdoem por essa resenha maluca que fiz mas foi a única forma que encontrei de transmitir para vocês um pouquinho do que senti lendo esse livro. Quem ai já leu ele, gostou? Deixe sua opinião aqui, ela é muito importante para mim. Comentem, compartilhem, curtam a pag, me amem.

2 comentários:

  1. Olá, como vai?
    Eu ADORO esta autora.
    Este livro é muito bom; lembro que li, mais ou menos, no início do ano passado, e adorei.
    Curto muito esse e o "comer, rezar, amar", pelo fato de ela contar-nos a experiência e a gente notar todo o sentimentalismo nos livros.

    http://incriativos.blogspot.com.br/2014/02/fahrenheit-451.html

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá. Vou bem, obrigada.
      Eu nunca fui muito fã de livros de memórias mas os dela me fascinam. Ela faz com que entremos no livro e viajamos com ela para os lugares mais inusitados...

      Excluir

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