17 outubro 2013

Untitled

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Foi em uma tarde, nas ruas de Paris, que tudo começou. Essa tarde convidava à melancolia. ou minha situação era melancólica. Estava pensando no que eu havia feito enquanto me encaminhava para um dos bancos da praça.
Acostumado como eu era a ficar sempre só, achei estranho a senhorita que, sentando-se ao meu lado, desatou no choro. Meu coração se encheu de compaixão daquela moça que chorava aos soluços. Suas lágrimas criavam sulcos em sua maquiagem, revelando uma pele tão branca quanto o mármore.
Acheguei-me mais a pobre mademoiselle e, afastando suas mãos do próprio rosto, fiz com que se acalmasse lhe pedindo para observar o Sol poente. Ela analisava a cena como se nunca antes tivesse visto algo parecido. Disse-lhe que tudo na vida é como o Sol, que vai embora para depois voltar mais belo e mais forte. Voltando as lágrimas, ela me abraçou e seu corpo inteiro se sacudia com os soluços, como que em um frenesi.
Quando se acalmou novamente, o céu já se encontrava negro e pontilhado de estrelas. Levantei sua face e a luz do luar incidia nela por completo, deixando-a ainda mais bela e marmórea. Chamei-a para jantarmos.
Durante o jantar, descobri que a jovem se chamava Francielle e era condessa. Seu pai expulsou-a de casa por ela ter se recusado ao casamento arranjado. Queria se casar por amor mas seu pai proibia que ela saísse do palácio mas como ela insistia em casar por amor, seu pai resolveu deixa-la ir para conhecer o mundo por trás dos muros.
Como ela não tinha mais um lugar para passar a noite, chamei-a para passar a noite em minha casa. Como tornou-se minha amiga e confidente, não ficou em casa somente aquela noite. Enquanto eu passava intermináveis horas no escritório, Francielle se mostrava uma excelente dona de casa e, secretamente, começava a rascunhar o livro de sua vida (que encontrei na gaveta de seu criado mudo).
Da linda amizade floresceu um amor. Enchi-me se medo por esse sentimento que me invadia e as coisas que poderiam vir juntamente com ele. Eu nunca falava de meu passado e um dos motivos para isso é que eu costumava me divertir com várias mulheres e, quando elas me amavam intensamente, eu as abandonava. O motivo de meu medo era que agora meu passado se voltasse contra mim.
Certa noite em que eu estava novamente melancólico e a lua estava excepcionalmente bela e brilhante, acheguei-me a ela e, olhando para meus pés, disse-lhe:
_Francielle, eu me apaixonei perdidamente por um linda e jovem senhorita mas tenho medo de lhe revelar meus sentimentos e não ser correspondido. Sem ela eu não sei masi viver.
Quando levantei o rosto para olha-la, vi passarem por sua face diferentes expressões e, por seus olhos, uma confusão de sentimentos. Ao cabo de alguns instantes,, que para mim pareceram eternos, ela disse-me:
_Pierre, meu querido, tu não deves se prender a este teu medo. Revela teus sentimentos a ela e se ela não lhe corresponder, tenha a certeza de que ela não merece teu amor.
A luz do luar penetrava pela janela e concedia a seus olhos um brilho incrível. Sentei-me frente a frente com ela e, segurando em suas mãos, olhei em seus olhos e disse-lhe:
_Francielle, meu anjo de luz, foi por você que me apaixonei. Se você disser que também me quer, podemos juntos construir uma linda história e juntos descobrir o amor. Se não me quizeres, sinceramente não sei o que será de mim.
Uma expressão que misturava surpresa e prazer transparentou seu semblante. Sua única reação foi aproximar-se de mim e fechar os olhos. Segurei delicadamente em sua face e lhe beijei os lábios ainda virgens.
Eu estava vivendo um romance tão puro, inocente e delicado com cristal. Preservava e cuidava dela com tanta dedicação que havia se transformado no romance perfeito. Até que tivemos nossa primeira noite de amor. Foi como em um sonho, pelo menos até a manhã seguinte.
O pai de Francielle estava a sua procura. Encontrou-a em meus braços. Acordei com um soco na cara e Francielle acordou de um salto. Seu pai jurou-me de morte e, assim que o fez, Francielle apanhou um punhal, cravou-o em seu próprio peito e caiu no sono da morte. Entrei em completo desespero, não sabia o que fazer. Cego de raiva, arranquei-lhe o punhal do peito e cravei-o nas costas de seu pai.
Isso aconteceu a alguns minutos e só estou escrevendo para que saibam a real história. Quando encontrarem está carta, já estarei com Francielle para que possamos nos amar eternamente.
Adeus,
Pierre.

Ual! Que texto gigantesco. Sei que ficou um post enorme. Esse conto ultra romântico foi criado por mim no ano de 2010. A ideia era criar um conto gótico. Ai está minha criação. Espero que gostem do texto, apesar do tamanho. Deixem sua opinião, pedidos, dicas e críticas ai em baixo. Prometo responder a todos e levar tudo em consideração. Beijos. Com carinho, Lary

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